As tardes não tinham pressa, o nosso ponto de encontro era a casinha do forno. Ali, protegidos pelas sombras generosas do pé de manga e do gigantesco pé de cajá, o tempo parecia parar para nos ver conversar. Puxávamos as cadeiras de fio para o terreiro de terra batida, enquanto os mais destemidos escalavam as carnaúbas da casinha. Entre risadas soltas e o cheiro de fruta madura no chão, os sons das cigarras, a gente descobria que não precisava de muito para ser feliz — bastava o aconchego daquele quintal e a presença dos amigos de sempre.
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Carlujânio Silva, artista plástico piauiense - nas redes sociais.





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