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Morrer não é para os fracos

 

“Neinha, já comprei tua cerveja”, dizia, com alegria, ao se preparar para me receber.

 “Neinha, já comprei tua cerveja”, dizia, com alegria, ao se preparar para me receber.

Às 21h45 do dia 21 de setembro de 2020, uma segunda-feira, Tothe se foi. O carro da Pax União foi buscá-lo na serra de Viçosa e o transportou até Parnaíba, diretamente para a sede da funerária, onde foi preparado para a despedida. De lá, seguiu para o Vale do Amanhecer, onde foi velado antes de partir para seu último repouso: a sepultura 41, da Sessão A, Quadra F, no Cemitério Jardim Eterno IV, a cinco quilômetros de Parnaíba, pela BR-343.

Uma das doenças mais miseráveis da humanidade nos privou de sua convivência. Foram anos de luta para debelá-la, sem êxito. Mas ele relaxou. Não se cuidou como precisava. Passou a administrar a façanha de sobreviver em um corpo maltratado pelo tempo.

Em busca de qualidade de vida, foi morar na serra de Viçosa, em um sítio paradisíaco. Tive a oportunidade de visitá-lo algumas vezes e de passar com ele dias divertidos e prazerosos. “Neinha, já comprei tua cerveja”, dizia, com alegria, ao se preparar para me receber. Neinha era meu apelido de infância, que Tothe nunca esqueceu. Por isso, não posso esquecê-lo.

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Eneas Barros, escritor piauiense - nas redes sociais. 

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