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Segunda-feira, 21 de Set de 2026
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cantidosfilho@gmail.com

21/09/2026 - 05h11

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21/09/2026 - 05h11

Na época das fitas K7

 

"Ouvir uma canção exigia tempo, cuidado e envolvimento físico" (Arte: Carlujânio Silva)

 "Ouvir uma canção exigia tempo, cuidado e envolvimento físico" (Arte: Carlujânio Silva)

As fitas K7 são um dos maiores símbolos da nostalgia dos anos 70, 80 e 90. Elas revolucionaram a forma como consumíamos música, permitindo pela primeira vez que as pessoas levassem suas canções favoritas para qualquer lugar, seja em rádios de pilha, Walkmans ou nos toca-fitas dos carros. As fitas K7 surgiram bem antes dos CDs. Estes últimos deixavam o som mais limpo e livre de ruídos, mas eram caros e considerados, na época, um artigo de luxo. Com o tempo, os dois formatos passaram a coexistir — tanto que, na época, havia rádios com toca-fitas e CD players embutidos. No entanto, os CDs superaram as fitas na década de 1990, quando os aparelhos de CD e os computadores com gravadores de disco ficaram populares e acessíveis, decretando o fim da produção comercial das fitas K7.
 
Mesmo assim, elas mudaram completamente a nossa relação com a música. As fitas K7 representam uma época em que ouvir uma canção exigia tempo, cuidado e envolvimento físico. Hoje, elas despertam saudade por vários motivos afetivos: O ritual do toque: Pegar a caixinha de acrílico, ler o encarte escrito à mão, colocar a fita no deck e ouvir o estalo do botão "Play". Era uma experiência tátil única.

Rituais clássicos: O "conserto" com a caneta: Usava-se uma caneta esferográfica (geralmente uma Bic) para esticar e recolocar a fita de volta na bobina quando o aparelho a "comia". Rebobinar manualmente: A caneta também era usada para rebobinar as fitas que chegavam ao fim. Bastava encaixá-la em um dos carretéis — e o mais legal era que servia direitinho! Esse método manual era muito utilizado para economizar as pilhas dos rádios portáteis ou do Walkman.

As fitas K7 transformavam o ato de ouvir música em um momento compartilhado em família e cheio de rituais manuais. Seja rebobinando a fita com cuidado na ponta de uma caneta ou empilhando as caixinhas plásticas, esse formato nos lembra de um tempo em que a tecnologia exigia a nossa paciência e, por isso mesmo, tornou-se algo muito mais valioso, lembrado com carinho até hoje. 

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Carlujânio Silva, artista plástico piauiense - nas redes sociais.


 

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