Debaixo da sombra do grande pé de cajá, era o lugar onde os amigos se reuniam para brincar e conversar. Jogávamos bola usando as duas madeiras de sustentação da velha casinha do forno como traves, fazíamos castelos de areia no chão, sujando toda a nossa roupa de terra, e, na época dos cajás, esperávamos as frutinhas caírem lá do alto para comer.
Era um lugar cheio de vida, com borboletas estaladeiras azuis e cinzas voando e planando ao redor dos troncos das árvores, e com os raios de sol passando pelas folhagens e galhos, dando um toque mágico e sagrado àquele santuário verde, que hoje infelizmente não existe mais, mas é uma lembrança especial que eternizarei com os meus desenhos.
Aquele quintal também tinha outras árvores, como pés de pitomba, pés de manga e pés de caju, cada uma com uma boa história e ótimas lembranças, mas o que se destacava mesmo era o imponente pé de cajá, a maior de todas as árvores e a mais antiga.
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Carlujânio Silva, artista plástico piauiense - nas redes sociais.





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