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23/10/2025 - 09h04

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23/10/2025 - 09h04

O despachante

 

"Nos anos em que lá esteve (Detran), nunca se deixou corromper".

 "Nos anos em que lá esteve (Detran), nunca se deixou corromper".

Foi súbito. Ninguém entendeu direito quando ele, de repente, começou a passar mal durante o café da manhã, decaindo o corpo agonizante.

um alvoroço, não sabiam bem o que fazer, Lúcia, a filha mais velha, buscou na despensa algodão, umedeceu em álcool e passou no nariz do pai que desfalecia.

Sem efeito, o desespero aumentava - liga pro Samu! gritou dona Eufrazina, a companheira de todos os tempos.

Nervosa, Fátima, a caçula temporã, estudante do ensino médio em escola pública, pegou o celular - qual o número? eu não sei... Lúcia gritou: - é 192.

Quinze minutos depois chegou o socorro médico, tentaram reanima-lo com desfibrilador e outros procedimentos, sem sucesso, seu Anfrísio deixara a condição de ser vivo. O desalento foi geral, prantos por todos os cantos da casa.

Era um homem bom, 56 anos, aposentado pelo Detran, cumpridor. Nos anos em que lá esteve, nunca se deixou corromper.

*****

Feliciano Bezerra, professor doutor da UESPI - nas redes sociais.

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