Foi súbito. Ninguém entendeu direito quando ele, de repente, começou a passar mal durante o café da manhã, decaindo o corpo agonizante.
um alvoroço, não sabiam bem o que fazer, Lúcia, a filha mais velha, buscou na despensa algodão, umedeceu em álcool e passou no nariz do pai que desfalecia.
Sem efeito, o desespero aumentava - liga pro Samu! gritou dona Eufrazina, a companheira de todos os tempos.
Nervosa, Fátima, a caçula temporã, estudante do ensino médio em escola pública, pegou o celular - qual o número? eu não sei... Lúcia gritou: - é 192.
Quinze minutos depois chegou o socorro médico, tentaram reanima-lo com desfibrilador e outros procedimentos, sem sucesso, seu Anfrísio deixara a condição de ser vivo. O desalento foi geral, prantos por todos os cantos da casa.
Era um homem bom, 56 anos, aposentado pelo Detran, cumpridor. Nos anos em que lá esteve, nunca se deixou corromper.
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Feliciano Bezerra, professor doutor da UESPI - nas redes sociais.






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