O sol estava na outra margem do rio,
Onde as garças espiavam os peixes
E as gaivotas com asas rasantes
Sobrevoavam as c’roas de alvas areias.
No meu cuidado, parecia um sonho
Ver o verde das ingaranas
Com flores penduradas
Lambendo as águas.
Eu olhava aquele sol tão bem refletido,
No corpo prateado do rio,
Que me dava vontade de mergulhar
Para encontrar a mãe-d’água
E me encantar para sempre
Nos braços da correnteza.
As curvas do rio esconderam os caminhos
Que me levariam ao sol.
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Lourival Lopes Silva, professor do IFPI e escritor - nas redes sociais.






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