Por que nos preocupamos tanto com o tempo? Essa é uma boa pergunta. No início, quando tomamos conhecimento da vida, não lhe damos muita importância. Aos poucos, percebemos como foi necessário o homem marcar o tempo.
A cada aniversário que comemoramos, apagamos velas. Na verdade, são luzes que se apagam. Na contagem do tempo, entendemos que seja um ano a mais. Veja a contradição. Nunca é mais, é sempre menos. A contagem do nosso tempo de vida é regressiva.
O homem criou o relógio para marcar o tempo e, assim, orientar a nossa existência e o que nela devemos fazer. Os segundos andam mais rápido do que as horas. É uma coisa enlouquecedora e dolorida.
Se estamos alegres e felizes, queremos que o tempo pare. Se sofremos, que passe rápido.
Quando envelhecemos, costumamos lamentar a juventude distante e o que deixamos de fazer. Mas uma coisa é certa: bem ou mal, a vida continua. E nós passamos.
Somos passageiros de um trem bala. Chegamos rápido à parada final. É uma coisa doida, doída.
O poeta paulista Cassiano Ricardo (1895 – 1974) escreveu um pequeno poema que resume a tragédia humana diante do tempo: “Ser é apenas uma face do não ser, e não do ser”.
E arremata: “Desde o instante em que se nasce, já se começa a morrer”.
É a corrida do homem contra o relógio.
Por isso: Carpe Diem!
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Lourival Lopes Silva é professor do IFPI - nas redes sociais.






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