Há 55 anos (21/06/70), o Brasil vivia uma realidade paradoxal: carnaval nas ruas e tortura nos porões dos presídios. Tudo na história do TRI foi marcado por paradoxos: o primeiro treinador da seleção imbatível foi João Saldanha, um comunista de carteirinha. Saldanha escolheu as "feras" que, depois, seriam comandados pelo conservador Zagalo. Enquanto a seleção triturava os adversários nos gramados do México. Os torturadores moíam os "subversivos "nos calabouços.
Ao som da marchinha "Pra frente Brasil", de Miguel Gustavo, "noventa milhões em ação" cantavam as alegrias de um Brasil que "ninguém segura" ...
Nem os futurólogos mais pessimistas poderiam imaginar o que estaria por vir. O Brasil continua fazendo sua "viagem redonda", como preconizava Raymundo Faoro.
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Cineas Santos é professor, escritor, poeta e produtor cultural - nas redes sociais.






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