Durmo cedo e acordo mais cedo ainda. O meu primeiro despertador é o canto solitário dos galos às três horas, depois, às quatro, me levanto da cama pela intensidade com que os galos cantam, parece que vão despertando outros galos. "Um galo sozinho não tece uma manhã".
Às cinco, com a barra do dia surgindo no horizonte, começam a chegar os primeiros bem-te-vis com seu canto musical soletrado. Em seguida, aparece um casal de casaca-de-couro, que, com seu canto intensamente estridente, se associa aos pardais que pipilam em um coro sem fim. O meu quintal de manhã vira uma festa.
Mas a minha tristeza é ouvir o canto de um sabiá preso na gaiola de um vizinho. A falta de liberdade dele me comove imensamente. O sadismo humano é constrangedor.
Em vez de prenderem pássaros, as pessoas deveriam plantar árvores para acolhê-los. E alimentá-los.
Pássaros têm que viver em liberdade, alegrando a natureza.
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Lourival Lopes Silva é professor do IFPI - nas redes sociais.






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