?Na terceira edição SALIPI, surgiu um fato novo: um pequeno grupo de professores (na verdade, três) deflagrou uma insidiosa campanha contra o Salão. Nas salas de aula, nas redes sociais, nos becos e bares da cidade, diziam cobras e lagartos do evento. O líder do grupo, de triste memória, chegou a publicar: “O $alipi tornou-se um grande negócio”. Enquanto isso, estávamos tão pobres que não tínhamos um telefone para realizar uma ligação. Usávamos um orelhão existente no Centro de Convenções.
?Não satisfeito com a veiculação de críticas e impropérios, o grupo partiu para o confronto. Decidiu promover, na mesma data do Salão, um seminário com cursos e palestras de “intelectuais de peso”. Os integrantes do grupo alugaram o auditório da OAB, bem próximo do Centro de Convenções. Distribuíram panfletos, convidaram pessoas e instituições e partiram para a ação. No dia da abertura, a plateia constituía-se dos três e mais o porteiro do edifício. Fiasco total.
?Os livreiros, ainda relutantes, começaram a aparecer. Aos poucos, editores de outros estados passaram a marcar presença no Salão. Decididamente, o SALIPI não era nem é um “grande negócio”, mas caminhava celeremente para tornara-se a maior festa da cultura piauiense.
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Cineas Santos é professor, escritor, poeta e produtor cultural - nas redes sociais.






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