Se estivesse viva, dona Purcina teria aniversariado nessa quinta-feira (11.12): 111 anos. A velha saiu de cena em 2005, mas sua presença permanece viva em minha lembrança. Em homenagem a ela escrevi:
UMA SERTANEJA
Ríspida, rústica, prática:
dir-se-ia cacto,
não fosse a generosidade a fluir,
não fosse o querer repartir cada migalha de pão.
Dura, firme, exata:
dir-se-ia pedra,
não fosse o constante ir e vir,
não fosse a crença no porvir
não fosse toda ela coração.
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Cineas Santos é professor, escritor, poeta e produtor cultural - nas redes sociais.






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