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Sabado, 07 de março de 2026
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cantidiosfilho@gmail.com

27/11/2025 - 05h22

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27/11/2025 - 05h22

Sob o Signo da Paixão

 

Decididamente, Maradona foi um gênio do futebol.

 Decididamente, Maradona foi um gênio do futebol.

Certa feita, um especialista em tudo, ou seja em nada, afirmou: “A química que move os argentinos é única e não se encontra nada similar em nenhum outro povo do planeta”. Falta-me autoridade para contestá-lo. Talvez até tenha razão: em que outro lugar do mundo existe uma igreja para cultuar um “deus-jogador”? Na Argentina existe a Igreja Maradoniana que, com a morte do “deus”, tende a crescer exponencialmente, a exemplo do que aconteceu com o cristianismo. Em que outro país civilizado a mulher de um caudilho populista encontra-se em processo de beatificação? Na Argentina, naturalmente. Evita Peron ( 1919- 1952), há muito, é reverenciada por argentinos que gostariam de venerá-la nos altares. É pouco? O compositor e cantor Carlos Gardel, morto há 88 anos, “continua cantando cada vez melhor”...

Mas esta arenga é apenas o meu jeito de homenagear Diego Armando Maradona, que saiu de cena no dia 25 /11/20) para entrar na galeria dos mitos. Maradona conseguia acomodar em sua pessoa: genialidade, irreverência e vocação suicida. Sem as características física dos grandes atletas, compensava a baixa estatura e a incapacidade de chutar com a perna direita, com dribles desconcertantes que desmantelavam as defesas mais fechadas. Decididamente, foi um gênio do futebol.

Vivia às turras com Pelé em disputa permanente pelo título de “o melhor de todos os tempos”. Se bem conheço os argentinos, quando ninguém mais, em nosso país, se lembrar de Pelé, los hermanos, ao som de um tango de Gardel, estarão proclamando a superioridade de Maradona. Quem viver verá.

Em tempo: nessa terça, fizeram 5 anos que Maradona encantou-se ( 25/11/2020).

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Cineas Santos é professor, escritor, poeta e produtor cultural - nas redes sociais. 

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