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contato@acessepiaui.com.br

31/10/2025 - 08h10

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31/10/2025 - 08h10

Qual era o Plano?

 

O número de mortos é maior que o número de presos.

 O número de mortos é maior que o número de presos.

Disseram que a operação foi planejada durante meses e que tinha como alvo a Organização Criminosa, denominada Comando Vermelho.

O próprio Governador afirmou que um dos objetivos era desarticular o avanço do domínio territorial da Organização, destacando que o Rio de Janeiro estava sozinho naquele combate e acusando o Governo Federal de omisso.

Até agora, 121 mortos durante a Operação Policial.

O número de mortos é maior que o número de presos.

O número de mortos é maior que o número de armas apreendidas.

O número de mortos ainda não distinguiu líderes de meros faccionados que trabalhavam para a Organização Criminosa e de pessoas comuns não envolvidas com atividades criminosas.

Ainda não há números revelados sobre bens apreendidos, contas bancárias bloqueadas ...

Não há informação a respeito do domínio territorial da Organização Criminosa, depois da Operação.

Os territórios foram retomados e a ordem legal estabelecida? O que o Governo pôs no lugar (está pondo e vai pôr) para substituir a estrutura da Organização que transforma a população refém?

Enfim, qual era o plano?

Se o plano era apenas matar os faccionados dali, possivelmente, os territórios serão ocupados por outra organização criminosa (concorrente) ou reocupados pela mesma organização, mediante a substituição dos mortos por seus integrantes sobreviventes, seja dali ou de outros tantos territórios dominados.

Do que vimos até aqui, fora o horror da chacina, talvez devamos destacar aquela declaração do Governador: “o Rio está sozinho!”.

Péssimo isso, não!? Um governo sozinho enfrentando um problema que extrapola os limites de seu Estado e de seu País. Entretanto, pior seria se, além do governo do Rio, o Governo da União participasse do absurdo.

Espera-se, doravante, a junção de forças pela desarticulação das organizações criminosas, com os propósitos da vida.

Chega de morte!

*****
José Professor Pacheco é professor e advogado - nas redes sociais. 

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