Os necropolíticos estão em festa. Excitados com o sangue derramado, fazem excursão ao Rio de Janeiro, aplausos efusivos no Congresso Nacional e dedos em erupção sanguínea nas redes sociais.
O cálculo político fascista necrófilo está feito, construíram sua plataforma eleitoral para 2026, baseada no extermínio aporofóbico. Mata-se o lumpen e elege-se.
Foram 125 pessoas mortas, entre criminosos(não se sabe quantos), inocentes (não se sabe quantos) e quatro policiais. As variáveis são meras “estatísticas operacionais”, e o curioso é que são mais mortos do que presos (113).
Desconfio que a festa e os acepipes servidos poderão causar alguma ressaca, depois de apurações, investigações e desdobramentos jurídicos e sócio-políticos, diante do ato de combate aos bárbaros utilizando-se da barbárie.
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Feliciano Bezerra é professor doutor da UESPI - nas redes sociais.






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