Certa feita, ouvi de um jovem candidato a poeta uma afirmação bombástica: "O poeta precisa ser perigoso. Quero ser uma poeta perigoso como Dante, Rimbaud, Maiakovski..." Sem contestá-lo, pensei comigo: eu queria ser apenas um poeta lírico e inofensivo como Mário Quintana, que afirmava:
O poeta é belo como o Taj-Mahal
feito de renda e mármore e serenidade
O poeta é belo como o imprevisto perfil de uma árvore
ao primeiro relâmpago da tempestade
O poeta é belo porque os seus farrapos
são do tecido da eternidade
(O Poeta é Belo - Esconderijos do tempo)
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Cineas Santos é professor, escritor, poeta e produtor cultural - nas redes sociais.






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