Neste livro, Maria das Graças Targino nos pega pela mão e nos convida a um passeio pelos labirintos dos sentimentos humanos, como se embarcássemos em uma longa e silenciosa viagem para dentro de nós mesmos.
Cada crônica nos leva a cenários prazerosos e inquietantes, ora doloridos, ora angustiados ou, às vezes, impotentes diante da miséria humana.
A autora observa o mundo lá fora e descortina, no trajeto da viagem que nos conduz, a complexa vida dos que estão mergulhados na solidão de si mesmos, refletindo sobre os intrincados caminhos do comportamento humano.
O livro também nos brinda com crônicas do cotidiano recente, como a eleição do Papa Leão XIV, o Alzheimer ou os conflitos no Oriente Médio. E nos alerta para a ousadia da biblioteca humana de Copenhague (Dinamarca), essencialmente dependente da empatia do leitor (observador ouvinte) com o livro (minoria voluntária), lembrando de que somente o amor e a paz são capazes de equilibrar as diferenças que existem entre nós.
“Memória finita” nos oferece, ainda, a oportunidade de revisitarmos nosso universo interior, com bastante otimismo, ainda que diante das mazelas de um mundo cada vez mais complexo.
É um livro para ser lido sem pressa, um mergulho para dentro das nossas emoções mais profundas, como se escutássemos um velho amigo que nos abre o coração e a mente em uma manhã de domingo, enquanto calmamente espera a partida do trem da vida para a estação seguinte.
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Eneas Barros, escritor piauiense - nas redes sociais.






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