Como já afirmei tantas vezes, não tenho comércio com a morte; meu negócio é vida e "vida em abundância" como rezam as Escrituras.
Para enganar-me em relação à "iniludível", desenvolvi um estratagema: conservo meus amigos, que já saíram de cena, vivos na memória. Todos continuam em seus melhores momentos atuando no teatro da vida.
Mas convenhamos que a "indesejável das gentes" exagerou na dose: em menos de 30 dias, levou Graça Vilhena, William Soares e, agora, Zé Afonso.
Guardo do dramaturgo as melhores lembranças. O Zé era cordial, competente, solidário.
Deixo aqui meu Apelo Patético: irmãos e irmãzinhas, parem de partir pelo amor de Deus! Confesso sem reservas que preciso da presença e do carinho de vocês para continuar vivendo. Por favor, não me obriguem a segui-los. Falo sério!
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Cineas Santos é professor, escritor, poeta e produtor cultural - nas redes sociais.






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